VIDA YOGA: Percepções
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3 de out. de 2013

Padrões de Beleza - Repense


Anna Utopia Giordano usou Photoshop para emagrecer os corpos de famosas pinturas de Venus.


Depois de ver esse vídeo por acaso você pensou, que as "Venus" ficaram mais bonitas depois do retoque?

Repense! 
O seu olhar esta muito contaminado por um padrão estético comercial de sua época.

Lembre-se sempre que a importância da imagem que se faz de si mesmo, é a falta de entendimento de si.


Cada um de nós somos um ser ÚNICO, e se buscarmos ser copias deixamos de seguir o nosso potencial.

Pense sinceramente se o ato de se cuidar é para vc mesmo, ou para os outros e para seguir um padrão?


Como você se vê ?



4 de ago. de 2013

Vivenciando em Sati. Aprendizado com o fogo

Namastê amigos,

sei que este blog anda paradinho então decidi compartilhar com vcs um dia de aprendizados que passei.
Segue o texto.


Fogo no cerrado

Somente  cerca de 10 dias depois do ocorrido que consegui chegar em minha casinha e sentar para escrever, mas durante todo esse tempo fiquei com esse dia na minha cabeça, um dia que foi uma viagem de ensinamentos.

Acordei olhei pro lado o Diego já não estava mais lá, desci pela parede de nosso quarto de pedras e barro com um sensação estranha, "saiu com a Toiota", reparo que o João continua dormindo tranquilamente.

Vou caminhando pelo sitio Karroças na Chapada dos Veadeiros  lembrando de nossa chegada na noite anterior, fogo pelo caminho todo... Logo chega o Diego um tanto quanto desesperado :  "Sá ta queimando tudo Sá, ta chegando".  Meu coração acelera e no mesmo instante começo a ouvir aquele barulho se aproximando, imagine o som de uma fogueira e multiplique muitas vezes esse som, era ele que vinha cada vez  mais próximo com as fuligens que caiam em nossas cabeças.

"Vamos, vamos, logo" eu digo me desesperando. Não há muito a ser feito, não existem bombeiros na região, fazia tempo que queríamos tornar o sitio uma base do Prevfogo, mas nesse momento nem abafadores de pneu tínhamos, eles tinham se quebrado no último incêndio. "Imprudência".

 O fogo não pode chegar no sitio, todas as plantações a agrofloresta, há 5 anos que eles conseguem impedir que o fogo chegue no sitio, coincidentemente esse era o dia de aniversário de 5 anos do sitio Karroças.

O Diego acorda o João, e eu vou me equipar, tênis, calça e chapéu é tudo que tenho, o João ainda tenta começar a fazer uma tapioca, mas não há tempo, o som do fogo parece ensurdecedor nesse momento, encho um galão de água. "Vamos !".



Já da pra ver o fogo, ele ta com força, grande, uma linha chegando, não deixa de ser uma imagem bonita. Não temos nada, paramos e cortamos as folhas de uma palmeira nosso instrumento. Jogo água no meu tênis. "A tatica é essa, não deixar o fogo atravessar a estrada."
" Se atravessar fudeu".

Corremos cada um pra um lado, não da pra saber nem por onde começar, começo a rezar pra tudo que posso. "Vou movimentar o meu fogo, o meu fogo interno, fogo contra fogo é assim que vencerei". Fico repetindo, buscando essa força, essa energia tentando assim me conectar com esse fogo e criar uma compreensão do que ele é.

Começo a bater no fogo, muita fumaça que cegava, intoxicava, um calor quase insuportável, deviam ser quase 9 da manhã e o calor do fogo se misturava com o calor do cerrado, muito mais difícil apagar o fogo de dia. Parece que nada que eu faço adianta, queria ajuda, mas não tinha ninguém, só o Carcará que rondava a minha cabeça se aproveitando da situação a espera de alguma presa fugindo do fogo.

E o fogo ia consumindo tudo, matando tudo, os matos, as flores coloridas do cerrado, as casas dos animais, queimando as árvores, revelando as tocas, os ninhos, as cobras...   

Me surpreendi ao  conseguir apagar um pedaço que estava quase pulando a estrada, mas não tem muito tempo para comemorar tem muito fogo pra todo lado.
A garganta ta seca, os olhos lacrimejam choro e ardor, me sinto zonza, lembro que não tinha nem tomado café. "Mas a janta de ontem foi boa, bem reforçada" não há tempo pra lamentações, só o descer e o levantar dos braços em ritmo frenético, mais rápido que o fogo, que a brasa.
Tinha passado 15 dias remando antes disso, parecia que tudo tinha sido um treino, um preparo para estar naquele momento.

"Pelas cobras, pelos lagartos, as curicacas, o tamanduá bandeira !!"

Quando eu sentia que estava conseguindo controlar alguma coisa o vento mudava de direção e o fogo vinha pra cima de mim. "Meu Deus, Mãe Divina, Ganesha, Shiva". Vou evocando todo mundo e começo a pensar por que os Deuses que adoro são todos Indianos, tento pensar em algum Deus Brasileiro, mas logo percebo que nada disso existe, Deus é tão universal quanto esse fogo.

Meu estomago começa a doer, arder, sinto estar queimando por dentro. Movimentei tanto o fogo dentro de mim que agora esse fogo também me consumia. " Evocar a sutiliza do fogo é algo muito mais complexo do que ascender o fósforo". Penso sobre esse aspecto destruidor e transformador do fogo. "Parece que nada sei sobre a minha força".

 O João vem em minha direção as folhas dele tinham queimado, percebo que essa é uma hora boa para  lidar com o meu fogo, dou a minha pra ele e vou caminhando pra buscar mais, aproveitando pra respirar, pra equilibrar, ar e água "Não é o fogo contra fogo, é encontrar a sutileza desse equilíbrio".

Volto  com um novo animo, o Diego informa que o João tinha sido picado por uma abelha e ele é alérgico. Não há tempo de ver como ele esta, somos dois agora.

E por aqueles lugares que eu sempre andei com tanta cautela e até um certo receio, agora eu corria, pisando no meio do mato e escorregando nos barrancos, nada disso parecia importar. "Pela jaguatirica, pelas araras, tatu, anta, o lobo ahhh pelo lobo!!"

Penso que devem ser quase 11 horas, horário que ia ter o encontro das mulheres guerreiras na aldeia multiétnica, que eu queria tanto participar. Me conecto com a força dessas mulheres e nem sinto mais os meu braços, e o ardor. O fogo meche com a gente de uma forma é um transe, nada mais me incomodava, nada mais eu pensava.

O João voltou, tomou o remédio.  Conseguimos isolar bem o fogo, não tem mais tanto risco de pular pro outro lado, a meta agora era outra, proteger a grotinha, uma vereda cheia de buritis
Lembro do seu Jão falando "aquela grotinha que nunca seca, esta seca já em julho". A seca esta brava. As plantas são fixadoras de água mas são tantas as queimadas ... E o cerrado é onde se localiza a maioria das bacias hidrográficas do país.

"Mãe, minha Mãe Divina, por favor não deixa  o fogo chegar na nascente em cima do morro, a nascente onde cresce aqueles juçaras que sempre namoramos esperando seu fruto roxo, ali onde observamos o casal de araras fazendo ninho no tronco do buriti seco."

 Ahh quero chorar de raiva! "Filha da Puta" grita o Diego e logo ele completa "Não o fogo, o fogo é amigo".  "Filha da puta o Lorival que bota fogo todo ano pro seu gado", "Não, nem ele eu posso xingar". "As pessoas que comem carne também financiam tudo isso."  As pessoas mais pobres tem gado mas não tem terras pro gado, então eles criam o gado solto e colocam fogo pra todo lado pra tudo virar pasto.
Parece metáfora barata, mas ficava muito claro que com o ódio o fogo aumentava.
 "Pela cotia, pelos veados, o macaco prego, o urubu rei!"

Controlamos aquele lado, ufa uma vitória, um respirar aliviado.  Entramos no carro, a Toiota que nos levava para passear cachoeiras e morros agora era nosso caminhão de combate.

Chegamos em uma parte montanhosa cheia de pedras, muito mais difícil andar lá e se equilibrar, mas é onde o fogo e esta mais fraco e temos que  aproveitar. Sinto a sola do meu tênis mole mas continuo... "abuelitas  indestrutíveis ".

Meu corpo já esta  bem fraco, aquela adrenalina inicial já não estava fazendo tanto efeito. Não dormi direito na noite anterior, tinha visto um rato e fiquei a noite inteira com medo que ele subisse em minha cama. Nesse momento, entre o fogo e as pedras, compreendi muito internamente em como sou tola com meus ínfimos traumas, senti vontade de rir como se me observasse de longe. Relembro por quantos fogos eu já passei e me sinto plena ao perceber que ele passa.

Já passavam das 14 horas. O fogo, pelo menos, naqueles lados estava controlado, olhávamos aquele rastro de destruição a mata, as plantas, as copaíbas,  jatobás, lobeiras e os cajuís que estavam floridos, e aguardávamos dia a dia o seus cajus, tudo queimado.

Mas sabíamos também que o cerrado tem uma capacidade regenerativa incrível. Abracei uma árvore que estava toda queimada com a expectativa de me conectar com ela, e ela me repetiu o que uma outra árvore próxima dali já havia me dito:

 " A crueldade, o sofrimento é tudo coisa do ser humano, na natureza não existe isso".




Sati Sukalpa


18 de mai. de 2013

O que é SANTOSHA ? Contentamento



Repasso aqui as considerações de um de meus professores sobre o Nyama Santosha contentamento.




Texto de Marcos Rojo

"O início da jornada do yogue é pelo treino de atitudes conhecidas como yamas e nyamas. Yamas são uma forma de você não ser um problema para a sociedade e nem um problema para o mundo. Nyamas é uma forma de você não ser um problema para você mesmo.
Contentamento é um dos Nyamas, ou seja, é uma das atitudes que o praticante interessado em meditação deve observar, para ter sucesso em sua empreitada. Sucesso em Yoga é um uma vida plena e vida plena é contentamento.
Contentamento é um meio, mas é também um fim. Como um meio, contentamento é desenvolver a capacidade de dar valor para tudo que a vida nos deu e é sentir a alegria de poder participar do milagre da vida. Como um fim, contentamento é descobrir o que somos em essência.
Não nascemos para sermos infelizes. Se o que você faz não te agrada ou, se você está triste, alguma coisa está errada. Ninguém, ao encontrar um amigo que está muito feliz, pergunta a ele: - “O que há de errado com você?” Esta pergunta deverá ser feita se você encontrar o seu amigo triste, deprimido. Nosso estado natural é contente, veja as crianças, não precisam de muita coisa para serem felizes, nós é que enchemos a cabeça delas com necessidades desnecessárias. 


Quando Patanjali, nos seus Yoga Sutras, nos aconselha contentamento no caminho espiritual, diz de uma forma que nos dá a impressão que é uma escolha nossa. Somos nós que decidimos se vamos viver bem humorados ou mal humorados. Sabemos que as coisas nem sempre vão acontecer como nós queremos, mas quando não acontecem, ficamos contrariados. Nem mesmo sabemos o que é o melhor para nós, mas como crianças mimadas, queremos tudo do nosso jeito e nos intitulamos “homo-sapiens”.
Conta a estória que um professor chega para seus jovens alunos e pergunta quem quer felicidade. Todos levantaram a mão, menos dois deles. Toda a classe riu destes dois, achando que eram “burros”. O professor interrompe as risadas e comenta com o seu grupo de alunos que os que desejam comida é porque que estão com fome, os que desejam água é porque estão com sede e consequentemente os que desejam felicidade é porque são infelizes. Portanto, os únicos dois felizes na turma são os que não levantaram as mãos.
Felicidades à todos "





1 de nov. de 2012



"Aqueles que perderam a fé nos ideais das religiões ortodoxas e, ainda assim, sentem que sua vida não é um fenômeno da natureza, passageiro e sem sentido, naturalmente se voltam para a filosofia do yoga."
( Taimini)





29 de out. de 2012

Viajar sozinha à Índia - Dicas para quem vai viajar para à Índia

Clique aqui para: Dicas sobre vistos e vacinas para a Índia


Não deixe de ler Dissabores, violências, extorsões e corrupções neste blog tbm.


Essa dicas são para quem vai fazer uma viagem barata. 

Muitas pessoas falaram que era melhor  eu não ir sozinha, principalmente eu sendo mulher, outras que eu tiraria de letra sozinha.

Quando eu estava lá, no começo agradeci profundamente por não estar sozinha. É tudo tão confuso, muita informação desencontrada, muitas atitudes a serem tomadas. Alguns indianos ficam o tempo todo em cima de vc, querendo te vender algo, te ajudar em algo, ou só te olhar mais de perto. Todo esse impacto inicial me mostrou que realmente eu não me sentiria bem estando sozinha no começo. Mas depois de um mês viajando pela Índia, já estava mais fortalecida, mais acostumada ã aquela realidade e tudo o que eu queria era estar sozinha e foi o que eu fiz no segundo mês. 

Meu conselho para quem quer ir pra Índia pela primeira vez e vai sozinha ou sozinho, é que primeiramente fique em um Asharam* por um tempo antes, se ambientando, sentindo o lugar e fazendo amizades com estrangeiros, que podem te dar preciosas dicas e nessas até vc pode arrumar uma companhia para sua viagem.  

Fui em uma dessas que descobri esse fórum incrível ajuda muito >> http://www.indiamike.com/  Todo mochileiro usa.

A mulher que quer viajar para Índia sozinha precisa estar bem disposta,  ter uma boa dose de esperteza, estar afinada com  sua intuição, estudar o máximo possível sobre a Índia, guias turísticos etc. Saber o mínimo de inglês ajuda muito.

 Mas como sempre vou dizer, vai da sua disposição, conheci um monte de doidas que estavam pela Índia sem nenhum "preparo" mas que sempre dava tudo certo. 

Devo dizer que para mulher realmente é um pouco complicado estar sozinha, ainda mais pelo fato de eu ser loira o assédio aumentava um pouco. Os homens faziam círculos a minha volta, ficavam tirando fotos, teve uma situação em que uma policial teve que me tirar do meio de um monte de adolescentes desesperados, por que eu deixei um tirar uma foto, começaram a aparecer um monte que também queriam, e foi aquele caos. Isso aconteceu com outras amigas minhas que estavam em uma estação de trem no interior, elas também tiveram que ser resgatada pela policia do meio de um monte de homens que fizeram circulo em volta delas e nem puderam embarcar naquele trem.

Foi nesse dia
Mas antes que alguém fique apavorado com essa informação, não é nada assim tão violento, acredito que é mais curiosidade deles que vivem em uma repressão sexual muito forte, ninguém chegou a encostar em mim e nem nas minhas amigas. 


Mas algumas atitudes podem ajudar a evitar maiores problemas

* Ashram são lugares, como "escolas espirituais", em que vc pode se hospedar para fazer cursos, receber ensinamentos, ou apenas estar, geralmente são acomodações simples, inclui refeições e tem o preço bem acessível.  

- Andando sozinha pela Índia

- Se estiver sozinha e em um lugar que vc não se sinta segura, por exemplo em uma estação de trem, não responda aos constantes chamados dos homens, ignore, faça cara feia, e se for preciso grite*, em português mesmo, que eles entendem.  O ruim é que quando vc da atenção pra um começa surgir gente de todo o lado, uma loucura.

- De qualquer forma quando vc estiver em um lugar em que se sinta a vontade, converse sim com um Indiano, a melhor forma de conhecer um lugar de verdade é conversando com os moradores e verá quanta coisa interessante vc tem pra aprender nesses momentos de conversa.

Essa roda que fizeram em volta de mim foi de mulheres
- Muitas vezes vão pedir para tirar fotos suas, eu até deixava. Mas é sempre questão de observar onde vc esta, se é um lugar que tem pessoas, famílias em volta pode ser tudo bem, mas as vezes para não criar maiores problemas é melhor dizer "not please". Vc vai saber sentir isso.

*O ato de gritar pode parecer algo muito agressivo para nós, mas eles falam gritando uns com os outros o tempo todo ( observe como uma mulher faz quando esta comprando, parece que eles estão brigando, mas no final sai todo mundo sorrindo). E muitas vezes gritar é a única forma de ser respeitada. As vezes chorar também adianta, os homens saem correndo, as mulheres abraçam (rsrs)


- Tenha cuidado com o que você veste.

 Comprei um lenço e o carregava o tempo todo, em viagens de trem eu me enrolava inteira pra tentar não chamar a atenção.

- Mulheres morenas com o cabelo tingido de loiro sofrem muito mais assédio. ( conheci uma menina lá, que estava viajando sozinha, que acabou raspando o cabelo careca, por que não a deixavam  em paz).
Descobri que isso acontece por que existe uma ideia de que as prostitutas que tingem o cabelo... Cabelo curto também tem algum estigma, não tanto para estrangeiros, por que antigamente os policiais cortavam curto o cabelo das prostitutas.
 Mas muito vai de sua energia também, saia bastante com uma espanhola lá, ela usava regatas curtas e calças coladas, ela não estava nem ai, andava a vontade e nem se incomodava com os assédios ( mas ela sabia gritar quando era preciso também).

- Aproveite o fato de ser mulher na Índia

Os trens dentro das cidade tem vagões reservado para mulheres, é só ver onde tem mulheres na plataforma que é lá que você entra. Também não é nada de muito mais entrar nos vagões dos homens, se estiver disposta muitas vezes  nesses vagões que você vai conseguir um lugar pra sentar. 
Esse é um vagão masculino, notem como todos ficam encarando.


As mulheres tem "filas" especiais, alias não sei por que fila aqui no Brasil se chama fila indiana, por que lá na Índia as filas são na verdade um tumulto de pessoas em cima uma das outras. Mas é melhor vc se tumultuar no meio das mulheres, e muitas vezes pelo fato de vc ser estrangeira elas deixam (praticamente obrigam) vc passar na frente. 


- Viajando  de trem na Índia 
Dicas para viagens de trem na Índia
 
O melhor para mulheres sozinhas é comprar passagens* de trem de uma classe mais alta, principalmente naquelas viagens em que vc tem que dormir.


 Não pense que eles levam a sério as demarcações de lugares, isso muitas vezes da alguma dor de cabeça, mas vc pode se aproveitar disso também.

As mulheres indianas não viajam nas camas do alto de jeito nenhum,  pelo que entendi elas não gostam que a vejam subindo. Eu já fazia ao contrario, sempre que possível pegava a cama de cima, mesmo por que ficava mais longe dos ratinhos que ficam passando pelo chão a noite ( aiaiaia). O saco de dormir é o seu melhor (serve também pra hotéis baratos, com aqueles lençóis todos manchados) me enfiava dentro dele, as vezes ligava o I pod para os roncos não atrapalharem e vamos que vamos!


- Sempre leve lanchinhos extras, uma vez uma viagem que era para ser de 7 horas durou 20 horas, não estávamos abastecidos suficientemente acabamos passando fome pq não conseguimos encarar as samosas embrulhadas no jornal que vendiam no trem.  Humm bolachas God Day são uma boa pedida. 



- Muito cuidado com a mala nos trens
 
- Leve uma mala pequena. Por mais tempo que você vai ficar é essencial sua mala ser muito prática e que você consiga dar conta de carrega-la sozinha, quando você chega nos lugares os homens quase se estapeiam pra pegar a sua mala.  E nossa, uma vez que algum pega a sua mala, senta que la vem história... alguma coisa eles vão querer de vc... As vezes tudo bem, geralmente são os taxistas que pegam sua mala e só querem te fazer a corrida, mas eu preferia por minha mochila nas costas e ter essa "independência".

No trem
Se sua mala é pequena e você pode por ela no seu leito com você tanto melhor.
Se não couber, leve com vc ( para o seu leito) os itens de valor,  tranque com cadeado toda sua mala, e ainda amarre ela na cama de baixo ( geralmente tem uns ferrinhos pra vc amarrar) e depois não vai ficar pensando nos ratos andando pela sua mala.

Outro problema de mala grande no trem é na hora de entrar e sair. Imagine a estação da Sé em São Paulo em horário de pico, a Índia toda é assim, some-se a isso todo mundo com um monte de malas. Por isso nada melhor que uma mala menor pra que vc não fique literalmente entalado no meio das pessoas

* A compra de passagem de trem na Índia é um tanto complexa, geralmente as passagens já são todas compradas, existe uma cota reservada para turistas e você deve comprar em um lugar especial para estrangeiros, reserve um dia pra fazer isso, e o melhor é comprar de uma vez todas as passagens de seu roteiro esse site vende e a taxa é barata http://www.cleartrip.com/. ( em outro post vou falar melhor sobre isso e sobre o tatkal)

- Banheiros na índia
 
Assunto difícil. Prepare-se desapegue-se. 

Leve com vc lencinhos umedecidos, papel higiênico simplesmente não existe na Índia. Mesmo para comprar "tissue"  ele é um artigo mais carinho.
Banheiros no trem é engraçado, tudo o que vc faz cai nos trilhos, ou seja é mais um buraco mesmo, acho que é por ai que os ratos entram.
Em muitos restaurantes ele vão falar que não tem banheiro ( wash room), na verdade até tem, mas muitas vezes eles não consideram o banheiro apropriado para estrangeiros e dizem que não tem, dependendo de sua situação insista mas vá preparada.
 Em muitos lugares eles dão a opção de banheiro ocidental ( com o vaso sanitário) em outros lugares é aquele que vc precisa agachar, eu considero interessante essa opção e muito mais saudável. Mas quando vc esta com aquela diarreia, e inevitavelmente isso vai acontecer com você, é meio cansativo ficar agachada lá.

- Um dado interessante.
Vc vai ver homem fazendo xixi por todo o lado, como se isso não acontecesse no Brasil, e criança tbm, e vai ver criança fazendo coco na rua também. Mulheres não.
O que acontece é que em muitas casas não existem banheiros e eles fazem nas ruas, só que muitas mulheres vão no banheiro uma vez por dia só, as 4 da manhã quando não tem ninguém vendo e durante o resto do dia elas seguram. Da pra imaginar o autocontrole que essas mulheres tem?
Eu estava fazendo um curso de yoga em um asharam e uma conhecida  estrangeira queria ir no banheiro no meio da aula, a estagiaria indiana perguntou na maior naturalidade "mas você não pode segurar só mais 3 horas?"

- Peça ajuda pra uma indiana

Naturalmente você vai se relacionar com muito mais homens, eles que estão no comércio, nas ruas, é difícil encontrar mulheres pelas ruas ou trabalhando, além do que elas são bem mais reservadas que os homens. 
Mas se vc estiver em um lugar e precisar de ajuda, recorra a uma mulher que elas compram a sua briga, seja pra ajudar na barganha para comprar uma fruta mais barata ou pra que você consiga um lugar em uma fila. Eu aprendi isso lá, basta contar sua historia pra uma mulher que ela toma as suas dores e resolve pra você.
E é uma pena também que vc não encontre tantas mulheres que falam inglês. Em Mumbai que já é uma cidade mais moderna vc encontra mais mulheres que falam inglês.
Todas que eu tive oportunidade de conhecer são sempre muito solicitas. A gente tem uma noção da cultura indiana como muito machista, e se formos pensar com o nossos moldes ocidentais de fato é uma cultura machista. Mas não sei bem como explicar, conheci mulheres incríveis lá, guerreiras, revolucionárias, as mulheres indianas tem muita força, é de se aprender muito com elas, e como elas levam e comandam a vida delas.

 Ainda quero escrever muito mais sobre a mulher indiana.



Espero que tenha ajudado. Continuarei em outros post
Quem quiser pode perguntar também

Namastê 


Imagens: Sati Sukalpa
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